Com presença maciça na feira e em painéis estratégicos do EU Esri e SpaceBR Show, a Novaterra mostrou por que a Inteligência Artificial e a Observação da Terra estão redefinindo a gestão de utilities e o monitoramento ambiental.
O MundoGEO Connect 2026 — maior palco da inteligência geoespacial e ecossistema espacial da América Latina — foi um marco institucional e tecnológico para a Novaterra. Com um stand movimentado que atraiu dezenas de tomadores de decisão em busca de inovação geoespacial, a empresa não apenas expôs suas soluções, mas liderou debates cruciais sobre o futuro do setor em dois dos principais fóruns do evento: o EU Esri e o SpaceBR Show.
A mensagem levada aos pavilhões e auditórios foi uníssona: dados espaciais brutos não bastam; o mercado exige inteligência acionável capaz de reduzir OPEX, mitigar riscos e proteger ecossistemas.
Projeto ARTEMIS no EU Esri: A revolução contra as Perdas Não Técnicas
Um dos pontos altos do evento foi o painel de destaque no EU Esri, onde Carlos Jamel, CEO da Novaterra, e Thiago Lecchi, da EDP, demonstraram como a integração entre sensoriamento remoto noturno, Inteligência Artificial e a plataforma ArcGIS está colocando um ponto final em um dos maiores ralos financeiros das concessionárias de energia: as Perdas Não Técnicas (PNT) na Iluminação Pública (IP).
Historicamente, o mapeamento e a fiscalização de pontos de luz clandestinos ou irregulares dependem do censo em campo, um modelo analógico e exaustivo. Varrer um terço do parque de iluminação de quatro municípios capixabas, por exemplo, custava à EDP cerca de R$ 1,7 milhão por ano, com equipes batendo foto poste a poste.

A resposta da Novaterra para a EDP elevou a perspectiva para o espaço: o Projeto ARTEMIS.
Abandonando as fiscalizações "às cegas", a solução utiliza a constelação de satélites NightVision (com resolução GSD de 1.2m) para capturar os picos de luminosidade noturna. Em seguida, algoritmos de Computer Vision identificam cada ponto luminoso, enquanto o ArcGIS realiza o clustering espacial, cruzando essas luzes com o faturamento da empresa (EO-Sit) para apontar anomalias com precisão cirúrgica.
Os números da Prova de Conceito (POC) apresentados impressionaram:
- Redução drástica de custos: O custo de identificação despencou de mais de R$ 250 mil (censo manual) para cerca de R$ 41 mil (uso da imagem satelital por 100km²).
- Payback recorde: O retorno financeiro da tecnologia se provou em impressionantes 1,62 meses para a área analisada, com projeção de ganho superior a R$ 1,2 milhão em energia recuperada apenas na POC de São Mateus (ES).
SpaceBR Show: O Futuro do Monitoramento Ambiental
A visão estratégica da Novaterra, no entanto, vai muito além das utilities. Reforçando o posicionamento da empresa nas agendas ESG, Carlos Jamel foi um dos convidados centrais do seminário “Aplicações Satelitais em Observação da Terra e Conectividade”, realizado na arena do SpaceBR Show.
Durante o painel “Quais as perspectivas futuras de utilização das soluções via satélite para monitoramento ambiental?”, o CEO da Novaterra debateu o salto tecnológico que as novas constelações orbitais e a GeoAI estão promovendo. Jamel destacou que a alta revisita de satélites e a capacidade de processamento em nuvem estão transformando o monitoramento ambiental de uma ferramenta de "autópsia" (ver o desmatamento ou o desastre depois que já ocorreu) para um sistema de alerta preditivo e hiper-resolução, fundamental para a conservação de biomas, gestão hídrica e controle de infraestruturas críticas.

O Roadmap: Smart Cities e Inovação Escalável
A presença da Novaterra no evento consolidou seu roadmap ambicioso. Além de evoluir o Artemis para um produto SaaS escalável, a empresa já conta com fomento da FAPERJ para aplicar seus algoritmos em uma nova frente: cruzar a inteligência de iluminação pública urbana com dados de segurança pública. O objetivo é provar, via análise espacial, a hipótese de que áreas vulneráveis com déficit de iluminação são focos preferenciais de criminalidade, entregando aos municípios uma ferramenta poderosa de gestão pública.
Seja combatendo perdas financeiras no setor elétrico ou protegendo o meio ambiente através da Observação da Terra, a Novaterra saiu do MundoGEO 2026 consolidada como a arquiteta das soluções baseadas em localização para os desafios do amanhã.
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