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Perguntas Frequentes

Esta seção não tem o propósito de se tornar referência técnica. É um compilado das principais perguntas que novos usuários de imagens de satélites e geoprocessamento fazem e foram respondidas de maneira simples e com linguagem acessível. Se alguma questão que considere importante não estiver contemplada nesta seção, envie um email para a Novaterra para que possamos manter esta editoria sempre atualizada.

 

1. Como faço para determinar qual o melhor satélite para atender meu projeto?

2. O que é resolução espacial?

3. O que é resolução temporal?

4. O que é Resolução Espectral?

5. O que é resolução radiométrica?

6. O georreferenciamento nas imagens é nativo? Preciso aplicar alguma correção?

7. Qual é o pedido mínimo para imagens de satélites?

8. Como faço para ter segurança no que estou contratando em se tratando de imagens de satélites?

9. Qual a melhor época para se adquirir imagens de satélites?

 

 

Respostas:

1. Como faço para determinar qual o melhor satélite para atender meu projeto?

 R.: Procure responder às seguintes perguntas: o que quero visualizar e que informações quero extrair das imagens. Tenha em mente que os diversos satélites disponíveis comercialmente apresentam diferenças fundamentais entre eles, sendo as principais: Resolução espacial, resolução temporal, resolução espectral, resolução radiométrica e área de cobertura. Estes termos estão contemplados nesta seção.

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2. O que é resolução espacial?

R.: A grosso modo, podemos dizer que resolução espacial é “a área que um pixel recobre sobre o terreno”. Ainda de modo superficial, se um satélite apresenta resolução espacial de 10m, significa que o pixel recobre cerca de 10 x 10m sobre o terreno (100 m²).

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3. O que é resolução temporal?

R.: É a capacidade que cada satélite apresenta de recobrir a mesma região em períodos distintos. Por exemplo, o satélite Landsat 5 TM revisita a mesma região a cada 16 dias, ou seja, sua resolução temporal é de 16 dias.

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4. O que é Resolução Espectral?

R.: Os satélites têm a propriedade de gerar imagens a partir da reflexão ou absorção do espectro eletromagnético sobre o terreno (para sensores óticos). Assim, quando as câmaras possuem a capacidade de “dividir” os segmentos de onda em várias faixas ou canais (bandas), são classificadas como multiespectrais. Se um sensor “enxerga” o objeto com toda a faixa em um único canal, é classificado como pancromático (imagem em tons de cinza). Já se o sensor tem a propriedade de dividir o espectro em centenas de bandas, o mesmo é classificado como hiperespectral.

É interessante salientar que cada banda traz consigo a propriedade de melhor refletir este ou aquele objeto-alvo (clorofila, sedimentos em suspensão, solo exposto, etc). Desta maneira a associação de bandas específicas sobre os canais R, G e B (red, green e blue) é que oferecerá a composição colorida que melhor atenderá a uma aplicação específica.

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5. O que é resolução radiométrica?

R.: A resolução radiométrica se refere aos níveis de cinza que as bandas apresentam. Simplificando bastante o conceito e uma aplicabilidade, quanto maior a resolução radiométrica de uma imagem, maior será a possibilidade de se extrair informações em zonas de sombra, por exemplo.

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6. O georreferenciamento nas imagens é nativo? Preciso aplicar alguma correção?

R.: Sim. O georreferenciamento é nativo, porém em virtude das efemérides dos satélites, este georreferenciamento projeta erros de localização que podem ser agravados em função de acidentes muito pronunciados no relevo recoberto. Para determinadas aplicações, e em condições específicas do relevo, o georreferenciamento nativo pode ser suficiente. Caso contrário, correções devem ser aplicadas para que se possa extrair uma cartografia confiável destes dados. Estas correções são aplicadas utilizando-se pontos de controle coletados no terreno ou em uma base cartográfica confiável e em escala compatível.

Vale lembrar que o georreferenciamento nativo das imagens não segue um padrão para todos os satélites.

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7. Qual é o pedido mínimo para imagens de satélites?

R.: Depende de cada satélite e da política de distribuição dos provedores primários (operadores dos satélites). Para os satélites que trabalham com o conceito de “cena fixa”, onde a área recoberta por cada tomada de imagem é sempre a mesma para cada sensor (o ALOS, por exemplo, gera cenas AVNIR-2 que recobrem 70 x 70 Km sobre o terreno e cenas PRISM que recobrem 35 x 35 Km), este pedido mínimo normalmente é de uma cena. Já para sensores como o IKONOS e o Quickbird, estes pedidos mínimos são expressos em quilômetros quadrados.

Como exemplo, para imagens já coletadas por estes sensores, os pedidos mínimos são de 25 Km². Já para imagens a programar (aquisições futuras), para o Ikonos este pedido é de 100 Km² e para o Quickbird é de 64 Km².

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8. Como faço para ter segurança no que estou contratando em se tratando de imagens de satélites?

Siga estes passos:
a). Tenha bem definida sua Área de Interesse (AOI). A correta determinação deste dado é sempre de responsabilidade do contratante. Procure obter referências claras através de coordenadas geográficas ou de arquivos digitais georreferenciados (KML e KMZ do Google Earth, SHP da ESRI, DWG da AutoDesk, etc).
b). Saiba exatamente o que quer ver ou monitorar. Preferencialmente saiba qual a escala cartográfica final de seu trabalho ou a resolução espacial que deseja.
c). Solicite sempre suporte pré-vendas, com envio de amostras e especificações técnicas dos dados que está adquirindo.
d). Consulte a home page da Novaterra, na seção “Imagens de Satélites”, para acessar as informações preliminares de cada satélite.

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9. Qual a melhor época para se adquirir imagens de satélites?

R.: Em função da cobertura de nuvens, para o Brasil o período que apresenta mais sucesso na aquisição de imagens limpas vai de março a outubro. Embora se consiga adquirir boas imagens em qualquer época do ano, é bom lembrar que para imagens de alta resolução espacial, dados com até 20% de nuvens são considerados aceitos pelos provedores primários (e consequentemente faturados contra o cliente, processados e entregues).

É aconselhável que o contratante entre em contato prévio com a Novaterra para que possamos verificar o histórico de cobertura de nuvens para sua área de interesse.

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fonte da notícia: Novaterra Geo

 

 

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